Desafio do Milênio: Ter acesso à saúde com qualidade e equidade

Desafio do Milênio: Ter acesso à saúde com qualidade e equidade

Foi lançado recentemente pela Organização Mundial de Saúde (OMS) e pelo Banco Mundial o primeiro relatório (Tracking Universal Health Coverage) que acompanha o progresso mundial de cobertura universal a saúde.
O relatório analisou 37 países, a partir de dados entre 2002 a 2012, e estimou que 400 milhões de pessoas no mundo não têm acesso a pelo menos um dos sete serviços essenciais à saúde, que vão desde cuidados na gravidez à água potável. Em contra partida, cada vez mais cresce o número de pessoas que conseguem ter acesso a serviços básicos de saúde, mas ainda existe um longo caminho a ser percorrido.
A cobertura universal à saúde significa que todas as pessoas devem ter acesso a serviços de saúde, com qualidade, sem ter dificuldades financeiras para pagar por isso. Devido a este enorme desafio, esta questão deverá ser incluída nos objetivos do desenvolvimento sustentável das Nações Unidas nos próximos anos.
O relatório constatou também que parte da população mundial tem despesas com saúde que representa um quarto das suas despesas domésticas, tornando muitas vezes insustentável a continuidade do tratamento de forma adequada.
O maior desafio agora é a necessidade de aumentar o financiamento público e a sua eficiência para ampliar ainda mais a cobertura e lidar com o rápido envelhecimento da população e as doenças não transmissíveis. Os países devem explorar medidas mais eficazes e mais justas de financiamento, e ao mesmo tempo, aumentar a eficiência dos sistemas através de reformas estratégicas que priorizem a atenção primária.
América Latina
Segundo o relatório da OPAS (Organização Pan-Americana de Saúde), em conjunto com a Organização Mundial de Saúde e o Banco Mundial, a América Latina e o Caribe progrediram significativamente em relação à cobertura universal de saúde, onde 46 milhões de pessoas, em nove países, têm hoje acesso ao cuidado a preços acessíveis.
O relatório mostra que, enquanto alguns países expandiram a cobertura e o acesso aos serviços de saúde, os mais pobres permanecem pouco atendidos, principalmente com relação às doenças não transmissíveis, que representam a maioria das mortes na região. O estudo na America latina e caribe concentraram-se em 10 países: Argentina, Brasil, Chile, Colômbia, Costa Rica, Guatemala, Jamaica, México, Peru e Uruguai.
Em um cenário com maior expectativa de vida, aumento das doenças não transmissíveis e baixo financiamento em saúde, impede que no futuro tenhamos acesso universal a saúde com qualidade e sustentabilidade.
Fonte: Saúde Business

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