
O Prontuário Eletrônico do Paciente (PEP) é hoje uma ferramenta essencial para a gestão hospitalar. Facilita o acesso às informações médicas, traz mais agilidade à equipe, ajuda na redução de erros e na coordenação do cuidado. Em resumo: o PEP melhora a eficiência operacional, a qualidade e a segurança do atendimento.
É peça-chave para análise de dados e tomadas de decisão. Isso, é claro, se houver implantação adequada e uso correto por parte dos profissionais envolvidos – o que nem sempre acontece.
Ainda é bastante comum encontrarmos resistência por parte de médicos, enfermeiros e outros profissionais assistenciais em adotar a tecnologia, por uma série de razões. E fica a pergunta: é possível mudar esse cenário? Com toda certeza! É sobre isso que falamos em mais uma edição do ConecteAqui, o podcast da Wareline.
Raphael Castro D’Oliveira, Gerente Comercial, conversa com Bárbara Furlan, especialista da área Assistencial que atua no treinamento dos médicos para uso do sistema de gestão hospitalar. Para este conteúdo, trazemos os principais insights dessa conversa: por que os médicos ainda resistem ao uso do PEP e o que fazer para mudar isso.
Bárbara Furlan – Existem diversas razões que contribuem para a resistência dos médicos em adotar o PEP. Alguns profissionais encontram dificuldades na adaptação a uma nova tecnologia, especialmente quando já estão acostumados a utilizar prontuários em papel. Muitos também percebem que é preciso percorrer uma curva de aprendizado — e aprender um sistema eletrônico pode acabar dificultando sua rotina. Além desses motivos, também há a preocupação com a segurança e a privacidade dos dados dos pacientes.

Bárbara: O prontuário eletrônico é um grande facilitador para o médico: os resultados de exames estão ali, os dados clínicos, a parte da enfermagem, a evolução, entre muitas outras informações. Está tudo integrado. O médico consegue mapear todo o histórico do paciente, sem precisar pedir para a enfermagem repassar os dados. É possível ter controle de toda a experiência do paciente.
Bárbara: A instituição não deve usar coerção para implantar o sistema. Precisa antes explicar o porquê da mudança, quais são as vantagens e trazer análises de dados disponíveis. É muito importante ser transparente com o profissional, apresentando os ganhos e a contribuição para a eficiência operacional do hospital. Os médicos são super participativos: temos que envolvê-los no processo de implantação, oferecer suporte e treinamento adequados e destacar os benefícios tangíveis da tecnologia.
Bárbara: O ideal é que o modelo de PEP seja padronizado. Isso é pessoal de cada instituição, mas o que percebo que funciona muito bem é o trabalho em conjunto com a administração atuando na implementação do sistema. Quando a área administrativa trabalha simultaneamente conosco, enviando comunicados, deixando todos os colaboradores cientes das mudanças, fazendo acompanhamento da equipe de treinamento e gerando confiança, isso faz toda a diferença para o sucesso do nosso trabalho. Nós não desejamos que as instituições fiquem dependentes do suporte. Pelo contrário: queremos que, depois da implantação, os colaboradores sigam o fluxo natural, sem impacto.

1. Educação e conscientização
Destaque os benefícios do PEP para os médicos e para os pacientes, enfatizando como o uso eficaz do sistema pode melhorar a qualidade do atendimento, aumentar a eficiência e reduzir erros médicos. Forneça informações bastante objetivas, preferencialmente com dados e exemplos.

2. Envolvimento dos médicos
Inclua os médicos no processo de seleção e implementação do sistema digital. Conduza entrevistas ou pesquisas para entender as preocupações e desafios específicos dos médicos em relação ao uso do PEP. Permita que eles participem com opiniões sobre as mudanças.

3. Treinamento
Com as entrevistas e pesquisas feitas, ofereça treinamento sob medida para que os médicos se sintam confortáveis em usar o PEP. É importante ter sessões práticas nas quais os médicos possam se familiarizar com a interface do sistema. Estabeleça uma atmosfera de colaboração e respeito, onde os médicos se sintam à vontade para expressar suas opiniões e fazer perguntas sem medo de julgamento.

4. Suporte técnico eficiente
Disponibilize uma equipe de suporte técnico capacitada, pronta para ajudar os médicos em caso de dúvidas ou problemas que possam surgir durante o uso do PEP no dia a dia. Isso pode incluir recursos online e até mesmo sessões de treinamento adicionais. Dessa forma, aumentará a confiança dos colaboradores no sistema.

5. Transição gradual
Disponibilize uma equipe de suporte técnico capacitada, pronta para ajudar os médicos em caso de dúvidas ou problemas que possam surgir durante o uso do PEP no dia a dia. Isso pode incluir recursos online e até mesmo sessões de treinamento adicionais. Dessa forma, aumentará a confiança dos colaboradores no sistema.
A tecnologia é uma grande aliada para otimizar processos hospitalares. Mas os resultados são realmente eficazes quando as ferramentas estão integradas, a implantação é bem-sucedida e os profissionais têm suporte e confiança para fazer bom uso das ferramentas.
O PEP WEB da Wareline, além de oferecer todas as vantagens de um prontuário eletrônico, possibilita extrair dados clínicos e gerar indicadores. Também dá acesso a uma variedade de funcionalidades: teleconsulta, biblioteca de conteúdo, Protocolo de Quimioterapia, entre tantas outras.
Quando uma instituição de saúde contrata a Wareline, é firmada uma parceria. Por isso, estamos juntos em driblar os desafios, oferecendo suporte, treinamento e uma equipe especializada à disposição. Quer saber como podemos otimizar os seus processos hospitalares e facilitar a transição de rotinas, fale conosco!