Quais são os riscos de não ter um DPO no ambiente hospitalar?

Quais são os riscos de não ter um DPO no ambiente hospitalar?

A forma de atender o paciente mudou completamente ao longo dos anos. Hoje, tudo está conectado, o que traz uma série de benefícios para os hospitais, mas também muitas responsabilidades. Uma delas é o tratamento adequado dos dados, que ganhou força com a Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD).

 

Mas, como garantir uma cultura de proteção de dados? Como evitar incidentes — e saber reagir em conformidade caso eles ocorram? Esses são alguns dos papéis do DPO, o Data Protection Officer (ou Encarregado dos Dados), posição relativamente nova dentro dos hospitais e que ainda suscita muitas dúvidas.

 

Neste artigo, vamos falar do papel desse profissional, os desafios e abordar quais são os riscos de não ter um DPO em um ambiente como o hospitalar, que lida diariamente com informações sensíveis dos pacientes.

 

O papel de um DPO dentro dos hospitais

 

De acordo com a LGPD, todo hospital que armazena dados de pacientes deve criar uma política pública de coleta desses dados e indicar um DPO, obrigatoriamente. Esse profissional não necessariamente precisa ser interno, mediante regime CLT  (Consolidação das Leis do Trabalho) – pode ser uma consultoria, por exemplo.

 

O importante é que haja um profissional responsável por supervisionar todo o processo de tratamento dos dados pessoais e sensíveis da instituição.

 

Não é uma tarefa fácil – são muitos os desafios.

 

Desafios ao lidar com proteção de dados em um hospital

 

Beatriz ressalta que, atualmente, o maior desafio de um encarregado de dados  é mostrar aos hospitais a importância de se ter um DPO. Além, é claro, de monitorar constantemente os processos para tentar mitigar o risco de um incidente de dados.

 

Para driblar esses desafios e diminuir áreas de risco, o DPO pode adotar várias estratégias. Entre elas:

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

O DPO desempenha, portanto, papel fundamental para garantir que os dados dos pacientes sejam protegidos de maneira eficaz e em conformidade com as regulamentações aplicáveis. Outro aspecto importante é a confiança que um hospital transmite aos seus pacientes ao demonstrar que seus dados estão sendo tratados com o máximo cuidado e segurança.

 

Mas isso não significa que não possam ocorrer incidentes. A diferença é que, quando se tem um DPO na instituição, ele vai atuar na investigação do fato, coordenar a resposta da organização, notificar as autoridades regulatórias e implementar medidas corretivas para mitigar os danos.

 

“Nos hospitais, ambiente onde há muitos dados sensíveis, se não houver um DPO para monitorar os processos, o risco de se ter um incidente de dados acaba sendo muito maior. Além disso, se acontecer algum vazamento de informações, a instituição não terá alguém especializado para poder tratar esses dados da melhor forma e para seguir os procedimentos da LGPD. Isso pode ocasionar em multas altíssimas e, principalmente, na perda da reputação da empresa”, afirma Beatriz.

 

3 riscos que os hospitais correm por não ter um DPO

1) Multas e penalidades

Caso haja violação às leis de proteção de dados, o hospital pode enfrentar consequências legais. As organizações que não garantirem conformidade à LGPD estão sujeitas a multas que podem chegar a R$50 milhões – e mais uma série de penalidades previstas.

 

2) Vazamento de dados

A ausência de um especialista aumenta a vulnerabilidade do hospital a violações de segurança, colocando em risco informações sensíveis. Isso pode resultar em violações de privacidade e comprometer a confidencialidade dos dados dos pacientes, o que é bastante crítico em um setor que é alvo potencial de hackers.

 

3) Danos à reputação do hospital

Os incidentes de segurança de dados podem impactar a reputação da instituição, resultando em perda de confiança dos pacientes e de parceiros comerciais.

 

Como a tecnologia pode apoiar o trabalho de um DPO

 

A tecnologia pode ser uma aliada para o trabalho de um DPO, oferecendo ferramentas e soluções que facilitam a proteção e o gerenciamento dos dados sensíveis dos pacientes. Em um sistema de gestão hospitalar como o conecte/w, da Wareline, a integração de informações permite um controle mais rigoroso.

 

O sistema oferece ainda alguns recursos de proteção e gerenciamento dos dados, como a criptografia e o monitoramento de acesso às informações. “Conseguimos limitar quem terá acesso aos dados sensíveis, além de monitorar quando isso acontece. O sistema permite que o DPO faça uma contenção do que está acontecendo”, diz Beatriz. Mesmo se os dados forem interceptados ou acessados indevidamente, eles não serão legíveis sem a chave de decriptação apropriada.

 

As instituições de saúde que utilizam o sistema da Wareline contam com frentes de soluções para estarem aderentes à LPGD, além de uma equipe especializada à disposição.

 

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