ESG na saúde: onde estamos e como se preparar? Especialista fala sobre o tema!

ESG na saúde: onde estamos e como se preparar? Especialista fala sobre o tema!

O mundo tem se voltado cada vez mais para a discussão de práticas ambientais, sociais e de governança (ESG). No campo da saúde, essa tendência não é diferente. De fóruns a grandes eventos do setor, o tema ganha cada vez mais destaque.

 

Como exemplos, podemos citar o 33º Congresso Fehosp e a Hospitalar 2024. No evento da Federação das Santas Casas e Hospitais Beneficentes do Estado de São Paulo (Fehosp), que é considerado o maior do setor filantrópico de saúde, a pergunta “Saúde além do ESG: onde estamos e para onde vamos?” inclusive foi o mote.

 

A escolha se deu justamente para evidenciar que as práticas em ESG, por mais que ainda sejam um grande desafio para a gestão hospitalar, já não são mais o futuro — e sim o presente. Um dos painéis da programação foi o do diretor de Inovação no InovaHC, Marco Antonio Bego, que falou sobre as novas tecnologias que impulsionarão o ESG na saúde hospitalar.

 

Convidamos o especialista para uma entrevista, que nos contou como enxerga a maturidade dos hospitais em relação à agenda, além de trazer os benefícios de práticas mais sustentáveis nas operações. O foco da conversa foi o critério ambiental (E, de environmental), já que neste mês comemoramos o Dia Mundial do Meio Ambiente. Confira!

 

Entrevista com Marco Antonio Bego sobre ESG na saúde

 

Wareline – Como você avalia que está a maturidade dos hospitais atualmente com relação a boas práticas de ESG?

Marco Bego – Está em crescimento, especialmente no âmbito ambiental, onde hoje está concentrada a maioria das novas ações. Anteriormente, praticamente a totalidade delas estava voltada para a área social.

 

Vejo que a prática de ESG de fato está ganhando cada vez mais reconhecimento no segmento e os hospitais têm muito a se beneficiar ao adotar abordagens que consideram o pilar ambiental. Muitas vezes, já até existem iniciativas nesse sentido, porém, não são estruturadas de forma a serem contempladas como práticas ESG, o que pode resultar na falta de avaliação do impacto dessas ações. Quando elas fazem parte dos padrões ESG, há maior chance de potencializar a eficiência e a eficácia dessas medidas.

 

Wareline – E quais são as ações que já têm sido colocadas em prática nos últimos anos?

Marco Bego – Vemos adoção de sistemas de energia renovável, como o uso de painéis solares para geração de energia elétrica ou para aquecimento de água, implementação de programas de gestão de resíduos para reciclagem e redução de resíduos hospitalares infectantes, ações em reformas e construções, buscando edifícios sustentáveis certificados por padrões (como o LEED  -Leadership in Energy and Environmental Design) e também medição e redução da pegada de carbono.

 

Os grandes hospitais de São Paulo, por exemplo, têm investido em tecnologias verdes e práticas sustentáveis, evidenciando um avanço significativo na maturidade ambiental.

 

Wareline – Poderia nos trazer exemplos de como novas tecnologias ajudam a promover a sustentabilidade ambiental nos hospitais?

Marco Bego – Atualmente há softwares que monitoram e otimizam o uso de energia elétrica, também já existe um controle automatizado de sistemas de aquecimento, ventilação e ar condicionado (HVAC) para melhorar a eficiência energética. A substituição de lâmpadas tradicionais por LEDs é outra iniciativa, uma vez que essas últimas consomem menos energia e têm uma vida útil mais longa atrelados a sistemas que otimizam o uso da iluminação por presença ou nível de luz.

 

Na gestão de resíduos, há tecnologias de esterilização e reciclagem de resíduos hospitalares para minimizar o impacto ambiental. Além disso, a telessaúde vem como um ganho muito positivo: reduz a necessidade de deslocamentos para consultas médicas, diminuindo as emissões de carbono associadas ao transporte.

 

Wareline – Como a adoção de tecnologias limpas e sustentáveis ajuda na redução de desperdícios e otimização de recursos?

Marco Bego – Vou citar quatro pontos principais:

 

1. Tecnologias como sistemas de energia solar e HVAC eficientes reduzem o consumo de energia,  diminuindo os custos operacionais e a pegada de carbono do hospital.

 

 

 

2. Sistemas de gestão de resíduos e reciclagem diminuem a quantidade de lixo enviado para aterros, além de promover a reutilização de materiais.

 

 

 

3. Tecnologias de monitoramento de água e energia ajudam a identificar e corrigir desperdícios, garantindo um uso mais racional dos recursos.

 

 

4. A digitalização e o armazenamento em nuvem de informações ajudam na redução da necessidade de infraestruturas físicas e na diminuição do consumo de papel. Essas práticas resultam em impactos positivos no ESG, como a melhoria da eficiência operacional, a redução de custos e o fortalecimento da imagem institucional em termos de responsabilidade ambiental.

 

 

Mas vale reforçar que, tão importante quanto a adoção destas tecnologias, é fundamental que haja monitoramento, atualização e manutenção para que os ganhos iniciais não se percam ao longo do tempo. É muito comum não utilizar todos os benefícios da nova tecnologia, o que dificulta o retorno sobre o investimento (ROI).

 

Wareline – O que podemos esperar para o futuro, considerando ESG, saúde e tecnologia? E como os hospitais podem se preparar?

Marco Bego – A meu ver, a integração entre ESG, saúde e tecnologia deverá estar cada vez mais presente na estratégia dos hospitais. E a conscientização de que o setor de saúde é um grande problema ambiental deveria nos orientar na reavaliação de processos e condutas para uma abordagem cada vez mais integrada entre a estratégia de inovação e as práticas ESG.

 

Uma preparação é começar a executar projetos pequenos conforme padrões e adotar algumas tecnologias que serão importantes. Entre elas:

 

  • Uso de inteligência artificial e big data para otimizar a gestão hospitalar e promover a sustentabilidade;
  • Adoção massiva de energia solar, eólica e outras fontes renováveis;
  • Implementação de práticas que promovam a reutilização e reciclagem de materiais hospitalares;
  • Expansão da telemedicina e dispositivos de monitoramento remoto para melhorar o atendimento ao paciente e reduzir a pegada de carbono.

 

Para se preparar, os hospitais devem investir em infraestrutura tecnológica, capacitação de pessoal e parcerias estratégicas com empresas de tecnologia e sustentabilidade. Além disso, é fundamental manter-se atualizado com as melhores práticas globais e regulamentações em ESG.

 

Wareline: parceira na integração ESG, saúde e tecnologia

 

Ao longo de nossa conversa com o especialista, ficou claro que o comprometimento com o ESG no setor de saúde não é apenas uma tendência, mas uma abordagem necessária. No pilar social tivemos mais avanços, e agora estamos caminhando no ambiental.

 

E, nós, da Wareline, reconhecemos a importância crescente da integração entre ESG, saúde e tecnologia nos hospitais. Mais do que isso: estamos comprometidos em sermos parceiros nesse processo de transição para práticas mais sustentáveis e eficientes.  Acreditamos que, juntos, podemos impulsionar uma mudança positiva no setor, tornando-o mais preparado para os desafios do futuro.

 

Quer usufruir dos benefícios da digitalização, do armazenamento em nuvem e de funcionalidades como a telemedicina, que contribuem com o impacto ambiental e também na redução de custos? Fale conosco! Estamos prontos para ajudar os hospitais a se manterem atualizados com as melhores práticas globais e regulamentações em ESG.

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