Projeto de Lei prevê punição para gestores de Saúde

Projeto de Lei prevê punição para gestores de Saúde

Em audiência pública promovida nesta terça-feira (19) pela Comissão de Seguridade Social e Família, debatedores divergiram sobre a proposta que cria a Lei Geral de Responsabilidade Sanitária de Agentes Públicos (PL 21/07). Essa proposta prevê punições para os gestores que descumprirem as regras sobre melhorias da eficiência dos serviços de saúde. Esses gestores poderão ser punidos, por exemplo, por improbidade administrativa.

Para a integrante do Conselho Nacional de Secretários de Saúde (Conass) Jovita José Rosa, a Lei de Responsabilidade Sanitária é essencial. Segundo ela, os secretários de Saúde precisam ter a dimensão do número de vidas que estão em suas mãos. “Queremos mostrar o que significa responsabilidade sanitária. é o compromisso público que o chefe do Poder Executivo e os dirigentes de saúde devem assumir no âmbito do Sistema único de Saúde [SUS].”

Já o secretário-executivo do Conselho Nacional de Secretarias Municipais de Saúde (Conasems), José ênio Servilha Duarte, disse que a proposta de criminalização vai dificultar a contratação de gestores de saúde pública. “Hoje, ninguém mais quer ser gestor, porque há uma legislação complicada, financiamento muito baixo, população insatisfeita, e o prefeito acha que está gastando muito dinheiro na saúde”, afirmou.

O deputado Marcus Pestana (PSDB-MG) também manifestou preocupação com a proposta que cria a Lei de Responsabilidade Sanitária. “Tenho muito medo da criminalização da figura do gestor. é o secretário municipal, secretário estadual, ministro que vai responder por isso?”, questionou. “Ou isso é uma questão muito mais ampla? Ali estão previstas penas severas, inclusive cadeia.”

O relator do projeto na Comissão de Finanças e Tributação, deputado Rogério Carvalho (PT-SE), explicou que o substitutivo que apresentará vai responsabilizar o agente público que não cumprir uma responsabilidade pactuada, ou seja, os compromissos que ele afirmou ser possível cumprir.

“Se o ente não cumprir e ficar comprovado que o agente público – o secretário municipal ou o secretário estadual – foi negligente, neste caso caberia uma punição a esse agente público”, disse.

Rogério Carvalho foi autor do requerimento para realização dos debates desta terça-feira. A audiência também foi sugerida pelos deputados Amauri Teixeira (PT-BA) e Saraiva Felipe (PMDB-MG). O autor do projeto é o deputado Dr. Rosinha (PT-PR).

Fonte: Saúde Web

Veja outras matérias

ANPD autarquia especial
Nova fase da ANPD: o que muda na LGPD e quais os impactos para a saúde
A sanção da Lei nº 15.352/2026 marca uma nova etapa na regulação da proteção de dados no Brasil. A norma transforma a Autoridade Nacional de Proteção de Dados...
Ler mais >
Da rotina em papel à gestão digital: a implantação do sistema hospitalar no Hospital de Clínicas Doutor Alberto Lima
Como a modernização tecnológica está apoiando a organização, a segurança do paciente e a gestão hospitalar Com mais de 80 anos de história, o Hospital de Clínicas Doutor...
Ler mais >
Como calcular o ROI de um sistema de gestão hospitalar?
Trocar o sistema de gestão hospitalar é uma das decisões mais estratégicas — e também delicadas! — para qualquer instituição de saúde. Em um cenário marcado por instabilidade econômica, pressão por custos...
Ler mais >