Qual é o perfil mercadológico da Saúde Suplementar?

Qual é o perfil mercadológico da Saúde Suplementar?

Apesar do fraco desempenho econômico registrado em 2014, o mercado de saúde suplementar apresentou resultados positivos, conforme gráficos abaixo:

O envelhecimento populacional, derivado da melhora nas técnicas e procedimentos de saúde, e o mercado de trabalho, com índices de desemprego historicamente baixos, associado à melhora na renda do trabalhador, são fatores que ajudam a explicar o aumento contínuo do número de beneficiários e das receitas de contraprestações dos planos de saúde. 
Segundo dados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a expectativa de vida dos brasileiros passou de 74,6 anos em 2012 para 74,9 anos em 2013. Tal mudança, ainda que pequena, proporciona um impacto sobre os serviços de saúde, que passam a ser mais utilizados pela população, dada a sua longevidade.
Em 2030, os idosos no Brasil (aqueles com 60 anos ou mais) serão de aproximadamente 41,5 milhões de pessoas, o que equivale a 18,6% da população. Atualmente, o número de idosos equivale a apenas 11,7% da população total, ainda de acordo com dados do IBGE. 
No segmento de saúde suplementar, os idosos corresponderam a 12% do total de beneficiários de planos de saúde em 2014, e nos últimos 10 anos o número de usuários de planos de saúde com 60 anos ou mais tem crescido a uma taxa anual média de 5%. Por outro lado, apesar da População Economicamente Ativa (PEA) – definida como aqueles com mais de 10 anos e menos de 60 – representar 75% do total de beneficiários de planos de saúde em 2014, sua taxa anual média de crescimento nos últimos 10 anos foi de 4%. Ou seja, a proporção de idosos na saúde suplementar tem aumentado a taxas superiores à da PEA, a despeito da incorporação no mercado de trabalho dos mesmos e do crescimento nos planos de saúde coletivos empresariais.
Por sua vez, o mercado de trabalho bastante aquecido como se observou nos últimos anos, estimulou a contratação de planos de saúde. A queda na taxa de desemprego e principalmente o aumento do rendimento médio do trabalhador brasileiro em termos reais, ou seja, já descontada a inflação, estimulou a diversificação da cesta de consumo das famílias, que passaram a demandar novos produtos, tais como planos de saúde, buscando aumentar seus mecanismos de proteção.
Em 2014, o número de beneficiários em planos de assistência médico-hospitalares atingiu a marca de 50,8 milhões, o que representa acréscimo de 1,2 milhão de novos vínculos entre dezembro de 2013 e dezembro de 2014.
Confira o Observatório ANAHP completo no link: http://anahp.com.br/produtos-anahp/observatorio/observatorio-anahp-2015

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