ChatGPT na saúde: quais são os impactos?

ChatGPT na saúde: quais são os impactos?

O ChatGPT foi lançado, em 30 de novembro de 2022, de maneira discreta. Mas não demorou muito para a ferramenta ganhar os holofotes e fomentar debates sobre o quanto poderia revolucionar o mundo. Desde então, vem sendo usada pelos mais diversos setores da sociedade — e negócios. E quanto ao ChatGPT na saúde, o que podemos esperar?

 

Alguns estudos indicam que a internet que conhecemos mudará completamente a partir desse novo modelo. O próprio Bill Gates, fundador da Microsoft, diz que o ChatGPT irá mudar o mundo: os chatbots de inteligência artificial (IA) serão “tão importantes” quanto os PCs e a internet.

 

Nesse conteúdo, vamos discutir como o ChatGPT pode mudar os cuidados em saúde e quais são as implicações éticas. Mas, antes de entendermos os vários tipos de impacto que a nova ferramenta pode ter no setor, primeiro é preciso explicar como funciona a tecnologia.

 

O que é ChatGPT e como a tecnologia funciona?

 

O ChatGPT é um modelo de inteligência artificial conversacional desenvolvido pela OpenAI baseado na arquitetura GPT. Com um enorme banco de dados, a tecnologia utiliza um algoritmo baseado em redes neurais para que o chatbot estabeleça uma conversa com o usuário.

 

O modelo se alimenta de informações que coleta na internet. A partir de alguns padrões e cruzamento de dados, o ChatGPT transforma os questionamentos dos usuários em respostas. Ele pode escrever artigos, ensaios, currículos, listas e até piadas e poesias.

 

A ferramenta é baseada em deep learning: quanto mais os usuários interagem com a tecnologia, mais ela aprende e se aprimora. Isso significa que o ChatGPT tem a capacidade de aprender.

 

Explicando em miúdos: a cada vez que uma pessoa interage com a ferramenta fazendo perguntas ou solicitando comandos, ela vai aprendendo com a linguagem humana e, assim, simula novas respostas para outras situações. É por isso que o ChatGPT pode revolucionar diversos setores — inclusive a saúde.

 

ChatGPT na saúde: o que podemos esperar?

 

Como o ChatGPT é capaz de gerar respostas semelhantes às humanas, a ferramenta contribui no sentido de otimizar os processos hospitalares e facilitar o atendimento das equipes.

 

De planos de tratamento personalizados a monitoramento remoto de pacientes, o ChatGPT pode transformar a maneira como profissionais de saúde atendem seus pacientes — e a tendência é que isso se torne uma prática cada vez mais comum.

 

Vamos explorar alguns usos do ChatGPT na saúde e o que podemos esperar para o futuro.

 

5 usos diferentes do ChatGPT na saúde

 

1) Assistentes virtuais para telemedicina

A pandemia da Covid-19 acelerou o uso da telemedicina, que agora está regulamentada no Brasil. Por mais que as teleconsultas ainda sejam vistas de forma enviesada por quem acredita que apenas o atendimento presencial é eficaz, a telemedicina é uma prática importante – e decisiva – para a construção de uma saúde mais humanizada e próxima.

 

E o ChatGPT pode facilitar essa mudança para o gerenciamento remoto da saúde, desenvolvendo assistentes virtuais que irão ajudar pacientes a agendar consultas, receber tratamentos e gerenciar suas informações. Para quem prefere receber atendimento no conforto do seu lar, um assistente virtual poderá fornecer a orientação e o suporte de que precisam.

 

2) Ajuda para tomada de decisão

Todas as tomadas de decisão em saúde dependem de avaliação e análise de profissionais competentes. O que o ChatGPT pode fazer é ajudar no suporte à decisão clínica.

 

A ferramenta pode fornecer recomendações baseadas em evidências em tempo real. Por exemplo: sinalizar possíveis interações medicamentosas, sugerir opções de tratamento adequadas para uma condição específica e fornecer orientações clínicas relevantes.

 

 

3) Atualização médica

O ChatGPT pode fornecer acesso instantâneo a informações e recursos médicos relevantes. Estudantes e profissionais de saúde podem acompanhar pesquisas, diretrizes e práticas mais recentes. A ferramenta pode dar suporte ao aprendizado e desenvolvimento contínuos.

 

 

 

4) Monitoramento remoto dos pacientes

O ChatGPT pode analisar dados de wearables, sensores e outros dispositivos de monitoramento, fornecendo informações em tempo real sobre o estado de saúde do paciente.

 

Ou seja, a ferramenta pode fornecer alertas aos profissionais de saúde se a condição clínica de um paciente piorar ou se houver outros pontos que sejam motivo de preocupação.

 

 

 

5) Documentação médica

O ChatGPT pode ajudar os profissionais de saúde a escrever e documentar relatório médicos, fornecendo sugestões e correções em tempo real. Além disso, pode ser usado para gerar resumos automatizados de interações com pacientes e históricos médicos.

 

Com isso, irá contribuir para simplificar o processo de manutenção dos registros médicos. O ChatGPT também pode ajudar a extrair informações relevantes dos registros dos pacientes, como resultados de laboratórios ou de imagem.

 

 

ChatGPT: potencial ainda a ser descoberto — mas com cautela!

 

Todo o potencial do ChatGPT ainda não foi descoberto. Além dos 5 usos diferentes que trouxemos acima, acredita-se que a ferramenta em inteligência generativa pode contribuir com ensaios clínicos, verificação de sintomas e até mesmo na triagem dos pacientes. Afinal, o chatbot pode fazer perguntas sobre sintomas e histórico médico para determinar a urgência e a gravidade da condição clínica.

 

As vantagens são evidentes — e certamente o ChatGPT trará muitas mudanças para o setor da saúde. Os recursos das ferramentas avançadas em IA podem trazer oportunidades aos hospitais, mas, como tudo na saúde, é fundamental levar em consideração alguns pontos para que esses modelos inteligentes sejam usados de forma ética e segura.

 

O primeiro ponto é que todas as informações do paciente precisam ser mantidas em sigilo. O segundo é que, ao menos por ora, todo o trabalho gerado pelo ChatGPT precisa ser verificado, já que não há total confiabilidade das informações.

 

Entendemos que o ChatGPT tem o potencial de simplificar e melhorar os sistemas de saúde de várias maneiras, mas é preciso cautela. A ferramenta tem que apoiar as pessoas — e não substituir suas decisões.

 

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