
No dia 17 de setembro é celebrado o Dia Mundial da Segurança do Paciente, uma data que reforça a importância de promover práticas, processos e ambientes cada vez mais seguros para pacientes e profissionais de saúde.
Quando falamos em segurança do paciente, diferentes fatores fazem parte dessa construção. A qualidade da assistência, a organização dos processos, a comunicação entre as equipes e o acesso às informações são alguns dos elementos que contribuem para uma operação hospitalar mais segura.
Nesse cenário, a tecnologia exerce um papel cada vez mais importante.
A rotina de uma instituição de saúde envolve uma grande quantidade de informações. Dados cadastrais, históricos de atendimento, registros assistenciais, prescrições, evoluções e diversas outras informações acompanham a jornada do paciente.
Por isso, garantir que essas informações estejam organizadas, disponíveis para os profissionais autorizados e protegidas é uma responsabilidade importante para as instituições.
Um sistema de gestão hospitalar integrado pode contribuir para centralizar processos e conectar diferentes áreas da instituição, facilitando o acesso às informações necessárias para cada etapa do atendimento.
Quando os processos são estruturados e as informações acompanham o fluxo assistencial, a tecnologia se torna uma importante aliada para apoiar a rotina das equipes.
Para Najara Nascimento, DPO/Encarregada de Dados da Liga Contra o Câncer, esse equilíbrio passa por um princípio claro:
“O profissional deve ter acesso à informação necessária para desempenhar suas atividades, mas não necessariamente a todas as informações disponíveis sobre o paciente. Na saúde, proteger a informação não significa impedir o acesso, mas garantir que ela esteja disponível para quem precisa dela, no momento adequado e para uma finalidade legítima.”
Gustavo de Souza, Coordenador de TI/DPO do Donato Hospital de Olhos, reforça esse mesmo alerta sob a ótica clínica:
“Proteção de dados e segurança do paciente estão diretamente relacionadas. Informações clínicas incorretas, indisponíveis ou acessadas indevidamente podem gerar erros assistenciais, atrasos no diagnóstico e exposição do paciente. Por isso, garantir a confidencialidade, integridade e disponibilidade dos dados é parte essencial de um atendimento seguro e de qualidade.”
A transformação digital trouxe novas possibilidades para hospitais e instituições de saúde.
Processos que antes dependiam de documentos físicos, registros descentralizados ou diferentes sistemas podem ser integrados dentro de uma mesma operação.
Soluções como o Prontuário Eletrônico do Paciente, sistemas para gestão da Enfermagem, assinatura eletrônica e outros recursos digitais ajudam a estruturar e acompanhar informações importantes ao longo da jornada assistencial.
Mais do que substituir processos manuais, o objetivo da tecnologia deve ser apoiar os profissionais e tornar as informações mais acessíveis, organizadas e rastreáveis.
A segurança do paciente está diretamente relacionada à qualidade dos processos. Por isso, investir em ferramentas que apoiem a organização das informações também significa contribuir para uma assistência mais estruturada.
Como reforça Najara Nascimento:
“A tecnologia é uma importante aliada nesse processo. Recursos tecnológicos podem contribuir para o controle de acessos, rastreabilidade, monitoramento, identificação de comportamentos ou situações de risco e geração de informações para subsidiar a tomada de decisão. Entretanto, tecnologia, por si só, não resolve todos os problemas — é necessário que exista uma combinação entre pessoas preparadas, processos estruturados e tecnologias adequadas.”
Do ponto de vista da área de TI, Gustavo acrescenta:
“O acesso deve seguir os princípios do mínimo privilégio e necessidade de conhecimento. Cada profissional deve acessar somente as informações necessárias para sua função. Isso envolve controle por perfil, autenticação segura, registros de acesso, bloqueio de sessões, proibição do compartilhamento de senhas e treinamento das equipes.”
Em um ambiente cada vez mais digital, a segurança das informações também merece atenção.
Os dados relacionados à saúde exigem cuidados específicos e fazem parte de uma rotina que envolve profissionais, instituições, sistemas e diferentes processos de atendimento.
Nesse contexto, a atuação dos profissionais responsáveis pela privacidade e proteção de dados ganha importância dentro das instituições de saúde.
O DPO (Data Protection Officer) pode contribuir para orientar práticas relacionadas ao tratamento e à proteção das informações pessoais, ajudando a instituição a desenvolver processos mais conscientes em relação à privacidade e à segurança dos dados.
A proteção das informações não deve ser vista como um processo isolado da assistência. Ela faz parte de um ambiente de saúde mais seguro, responsável e preparado para lidar com os desafios da transformação digital.
“Na minha visão como DPO, proteção de dados e segurança do paciente estão diretamente relacionadas. As instituições de saúde realizam diariamente um grande volume de tratamentos envolvendo dados pessoais, especialmente dados pessoais sensíveis, o que exige um elevado nível de responsabilidade na sua utilização e proteção. Proteger esses dados significa também proteger o próprio paciente. Por meio de medidas adequadas de governança, segurança da informação e privacidade, buscamos assegurar princípios fundamentais como confidencialidade, integridade, disponibilidade e segurança das informações, evitando acessos indevidos, perdas, alterações ou compartilhamentos inadequados. Dessa forma, a proteção de dados não deve ser vista apenas como uma obrigação legal, mas como parte integrante da segurança e da qualidade da assistência prestada ao paciente.” – complementa Najara Nascimento
A experiência da instituição reforça como a segurança das informações precisa estar presente nas decisões e processos relacionados à transformação digital na saúde.

A integração entre áreas é outro ponto importante dentro da gestão hospitalar.
Atendimento, assistência, Enfermagem, faturamento, diagnóstico e outras áreas fazem parte de uma operação que precisa compartilhar informações de maneira organizada.
Sistemas integrados ajudam a reduzir a fragmentação dos processos e permitem que as informações acompanhem a jornada do paciente dentro da instituição.
Para os profissionais, isso pode representar mais praticidade no acesso às informações necessárias para a realização de suas atividades.
Para a gestão, representa uma oportunidade de acompanhar processos e desenvolver uma visão mais integrada da operação.
E para o paciente, significa contar com uma instituição que busca utilizar a tecnologia para tornar seus processos cada vez mais organizados e estruturados.
Gustavo reforça a importância de aliar processos bem definidos à tecnologia certa:
“Processos bem definidos e tecnologia adequada reduzem significativamente os riscos. É fundamental mapear os fluxos de dados, estabelecer procedimentos, utilizar criptografia, backups, controle de acessos e monitoramento, além de avaliar fornecedores e manter um plano de resposta a incidentes. Sempre que possível, controles devem ser automatizados, reduzindo a dependência de ações manuais.”
A segurança do paciente não depende de uma única ferramenta ou processo.
Ela é construída diariamente por profissionais, instituições e tecnologias que trabalham para tornar a assistência cada vez mais segura, organizada e eficiente.
A tecnologia não substitui o cuidado humano. Mas, quando utilizada de forma adequada, pode apoiar profissionais, organizar informações e contribuir para processos mais estruturados.
Neste Dia Mundial da Segurança do Paciente, a reflexão vai além da tecnologia.
Trata-se de compreender que informação, assistência, processos e segurança fazem parte de uma mesma jornada.
Como resume Najara Nascimento:
“Proteger dados é também proteger pessoas.”
Gustavo completa:
“Cada informação protegida contribui para um atendimento mais seguro, ético e confiável. Criar essa cultura é uma responsabilidade compartilhada por todos na instituição.”

Na Wareline, acreditamos que a tecnologia deve estar a serviço das instituições e dos profissionais que estão diariamente envolvidos no cuidado com as pessoas.
Por meio de soluções para a gestão hospitalar, o Conecte/W busca apoiar a integração dos processos e a organização das informações, contribuindo para uma operação conectada às necessidades das instituições de saúde.
Neste 17 de setembro, reforçamos a importância de olhar para a segurança do paciente como uma construção coletiva.
Porque cuidar de informações, processos e pessoas também é uma forma de cuidar de quem mais importa: o paciente.