
Em 18 de outubro, Dia do Médico, a Wareline presta homenagem aos profissionais que dedicam a vida ao cuidado. Para marcar a data, conversamos com o Dr. Vitor José Beato Santos, médico de família e comunidade, Diretor Médico da Rede Ágil Saúde e médico do Hospital Itatiba, que também atua no ensino e na gestão da formação de novos profissionais.
Na conversa, ele mostrou como a tecnologia na medicina pode ser uma aliada do cuidado quando serve ao propósito certo: dar mais tempo, mais informação e mais segurança para quem está diante do paciente.
A escolha pela Medicina de Família e Comunidade nasceu de um perfil que o Dr. Vitor percebeu ainda na graduação: o de resolver problemas. Numa consulta, resolve-se o problema de um paciente. Na medicina de família, enxergou a chance de resolver problemas estruturais de uma população inteira. Esse segue sendo o seu propósito.
Para ele, a maior parte das doenças da população hoje são crônicas e não transmissíveis, e boa parte delas poderia ser reduzida com prevenção e cuidado mais coordenado. O diferencial, na sua visão, está em ter um médico que faz parte da comunidade, conhece seus problemas reais e propõe prevenção para aquele público, em vez de um programa genérico. O que gera resultado, resume, é a individualização, tanto do paciente quanto da comunidade.
Segundo o Dr. Vitor, a tecnologia transforma a rotina médica em duas frentes: dentro da consulta e na gestão da população acompanhada.
No consultório, ferramentas de transcrição ajudam a gerar documentos da consulta e reduzem o tempo que o médico passa digitando. Esse tempo volta para o que importa: olhar no olho, entender a necessidade do paciente e criar conexão.
Nos indicadores, o impacto é grande. Com um prontuário bem estruturado, de dados claros, é possível enxergar o que acontece de verdade e agir quase em tempo real, com prevenção em vez de apenas remediar. Ele conta que recebe toda manhã um relatório automatizado sobre o que aconteceu com a população que acompanha nos últimos dias. Assim, sabe quais pacientes tiveram algum evento e já pode entrar em contato. Também percebe quando um indicador sobe, como mais crianças com infecções virais, e antecipa ações de educação em saúde.

Para o Dr. Vitor, ter acesso rápido e organizado às informações altera a qualidade da decisão clínica. Com os exames dentro do prontuário, ele vê o histórico do paciente, e não apenas a “foto” do momento da consulta.
Ele dá um exemplo: diante de um paciente com colesterol alto, o histórico mostra se é a primeira vez que a alteração aparece, quando ainda dá tempo de tentar corrigir o estilo de vida antes de pensar em medicação, ou se é um quadro que já pede tratamento. Também permite ver o que foi feito por outras áreas, como fisioterapia, nutrição ou psicologia. O resultado é uma decisão mais assertiva, menor chance de erro e menos risco de algo importante passar despercebido.
Para ele, o recurso mais relevante hoje é a integração da informação. Entre os exemplos do dia a dia, destaca:
Para que a tecnologia seja de fato uma aliada, o Dr. Vitor aponta como principal desafio a facilidade de uso. A ferramenta precisa ser tão simples quanto “sentar num carro e dirigir”, sem exigir uma aula nova a cada utilização. Isso passa, por exemplo, por reduzir o número de cliques, porque cada clique a mais é tempo tirado do paciente.
Outro desafio é a adesão do corpo médico. Se o médico não enxerga vantagem no dia a dia, ou se a ferramenta é complicada, a adesão cai. Sem adesão, ninguém registra os dados, e sem dados a tecnologia vira uma ferramenta bonita, mas sem serventia.
O Dr. Vitor vê três avanços com potencial de impacto para toda a equipe de saúde, todos com algo em comum: aumentam a segurança do paciente.
Para ele, protocolos e controles integrados à tecnologia criam camadas extras de proteção, e quem mais ganha com isso é o paciente.
Como médico e como alguém que ajuda a formar novos profissionais, o Dr. Vitor faz um alerta: a tecnologia avança rápido, mas a formação ainda não acompanha o mesmo ritmo. Os médicos formados hoje trabalharão com dados, prontuários estruturados e inteligência artificial desde o primeiro dia, e precisam aprender isso na faculdade e na residência com a mesma seriedade com que aprendem a examinar um paciente.
E deixa uma lembrança importante: a tecnologia é um meio, nunca um fim. A inteligência artificial pode apoiar a decisão, organizar a informação e dar mais segurança ao atendimento, mas quem valida é o profissional. A decisão e o vínculo com o paciente continuam sendo humanos. Nas palavras dele, se a tecnologia permite olhar mais nos olhos de quem está na frente do médico, ela está cumprindo o seu papel.
Na Wareline, desenvolvemos soluções que buscam exatamente isso: organizar a informação, simplificar processos e devolver tempo para o cuidado. No Dia do Médico, agradecemos ao Dr. Vitor Beato pela conversa e a todos os médicos que fazem da assistência um ato diário de dedicação.
Quer conhecer como o sistema da Wareline pode apoiar a rotina da sua equipe médica? Fale conosco.