
O termo saúde digital diz respeito ao uso mais frequente de recursos de tecnologia de informação e comunicação (TIC) para os cuidados com a saúde. As estratégias da Organização Mundial da Saúde (OMS) nesse sentido tiveram início em 2019, mas o conceito acabou se popularizando no ano seguinte, em razão da pandemia da Covid-19.
De lá para cá, ganhou cada vez mais força com o impulsionamento da telemedicina (e sua regulamentação) e o cruzamento dos dados durante a trajetória do paciente nos sistemas. A importância da saúde digital é observada em estados e municípios brasileiros, que vêm desenvolvendo ações nesse sentido, e no Ministério da Saúde, que criou uma secretaria inédita exclusiva para o tema.
A Secretaria de Informação e Saúde Digital (SEIDIGI) foi criada em 2023 com objetivo de formular políticas públicas orientadoras para a gestão da saúde digital. Na prática, o que isso significa, quais são as prioridades e impactos para os hospitais? É sobre isso que vamos falar nesse conteúdo.
A Secretaria de Informação e Saúde Digital (SEIDIGI) foi criada para contribuir com o Ministério da Saúde e com empresas, gestores, profissionais e usuários dos serviços em saúde. Vem para fomentar e estimular, portanto, a saúde digital, contribuindo em aspectos como:
A prioridade da SEIDIGI é dar continuidade a programas e ações que têm se mostrado efetivos, como a Rede Nacional de Dados em Saúde (RNDS). Além disso, ampliar o uso da telessaúde, regular a inovação e incluir a saúde digital nas grades curriculares das universidades.
A pasta vem para reforçar a Estratégia de Saúde Digital para o Brasil 2020-2028, documento criado pelo Ministério da Saúde em 2020 e que traz sete prioridades de um plano de ação.


Garantir que a Estratégia de Saúde Digital 28 seja desenvolvida sob a liderança do Ministério da Saúde, mas que, ao mesmo tempo, seja capaz de incorporar a contribuição ativa dos atores externos que participem das plataformas de colaboração.

Induzir a implementação de políticas de informatização dos sistemas de saúde, acelerando a adoção de sistemas de prontuários eletrônicos e de gestão hospitalar como parte integradora dos serviços e processos de saúde. Aqui, a ideia é entender como será o fortalecimento, a integração e a produção de dados nos municípios para que cheguem ao contexto nacional.

Fazer com que a Rede Nacional de Dados em Saúde (RNDS) ofereça suporte às melhores práticas clínicas, por meio de serviços como telessaúde, aplicativos desenvolvidos no Ministério da Saúde ou por colaboradores. A ideia é expandir a Rede e fortalecer o conceito de Plataforma Nacional de Inovação, Informação e Serviços Digitais em Saúde.

Engajar pacientes e cidadãos para promover a adoção de hábitos saudáveis e o gerenciamento de sua saúde, da sua família e da sua comunidade, além de auxiliar na construção dos sistemas de informação que irão utilizar.

Capacitar profissionais de saúde em Informática em Saúde, garantir o reconhecimento da Informática em Saúde como área de pesquisa e o Informata em Saúde como profissão.

Permitir que a Rede Nacional de Dados em Saúde potencialize o trabalho colaborativo em todos os setores da saúde para que tecnologias, conceitos, padrões, modelos de serviços, políticas e regulações sejam colocados em prática.

Garantir que exista um ecossistema de inovação que aproveite ao máximo o ambiente de interconectividade em saúde, estabelecendo-se como um grande laboratório de inovação aberta, sujeito às diretrizes, normas e políticas.
As estratégias em saúde digital elaboradoras pelo Ministério da Saúde têm um intervalo: de 2020 a 2028. Estima-se que daqui cerca de quatro anos a RNDS estará estabelecida e reconhecida como a plataforma digital de inovação, informação e serviços de saúde para todo o Brasil.
O projeto é de longo prazo, mas já está acontecendo. A Wareline, inclusive, iniciou a construção da integração com a Rede para levar aos clientes todos os benefícios da interoperabilidade de dados.
Entre eles: mitigar erros, otimizar o capital humano, melhorar a assistência e a segurança do paciente. Ainda estão previstas melhorias no sistema do governo — e nossa equipe de Desenvolvimento tem acompanhado e estudado a RNDS bem de perto.
No entanto, o conceito de saúde digital vai muito além do padrão de arquitetura de dados para troca de informação com o SUS e seus prestadores de serviço. Como dissemos no início desse texto, consiste em novas formas de atuação da medicina, aplicando abordagens e ferramentas digitais em seus processos.
Para fazer parte da saúde digital, o hospital precisa adotar tecnologias que permitam a digitalização de processos e informações. Entre eles estão prontuários eletrônicos, agendamentos eletrônicos e sistemas de gestão de medicamentos.
O prontuário eletrônico do paciente, por exemplo, traz todo o histórico médico do paciente, ajuda na comunicação entre os membros da equipe de saúde, contribui para diminuir erros médicos e reduz o tempo de espera do paciente. A teleconsulta é uma das funcionalidades inseridas dentro do módulo PEP WEB, da Wareline, para otimizar atendimentos pré-clínicos, suportes assistenciais, consultas, monitoramentos e visualização de diagnósticos.
Para que um hospital adote a saúde digital, também precisa estar conectado a uma ampla rede de informações de saúde. Assim, compartilha dados de pacientes com outros profissionais e instituições, facilitando o diagnóstico e o tratamento médico.
Outra questão importante é a segurança da informação: a instituição precisa ter medidas eficazes de proteção de dados pessoais.
A adoção de tecnologias digitais na saúde pode trazer muitos benefícios, tanto para gestores quanto para profissionais de saúde e, principalmente, para os pacientes. Aumenta a qualidade do atendimento e a eficiência dos processos.
É hora de olhar para isso com mais atenção — e a Wareline pode ajudar a entender as necessidades do seu hospital. Fale conosco!